Um jogo que ninguém explica
Duvido que alguém possa explicar o que aconteceu na partida de ontem, seja pelo ponto de vista futebolístico, religioso ou antropológico. O que se viu em Botafogo e Vasco (4 a 4), foi uma permanente briga pela superação. Oito gols, de oito jogadores diferentes e nenhum do Romário, que segue o seu calvário, como bem definiu o repórter Regis Rösing da Rede Globo. No final, 4 a 1 nos pênaltis para o time de General Severiano, que está classificado para a final da Taça Rio.
Acho que nunca houve uma partida de futebol, principalmente numa decisão, com sete gols ainda no primeiro tempo. Eletrizante. Cabe a definição, por mais ‘batida’ que seja.
O Vasco começou o jogo ligado, e fez dois gols (Renato e Abedi) nos dois primeiros minutos, e pelo lado esquerdo do Botafogo. As falhas da defesa por esse lado poderiam condenar o lataral-esquerdo Luciano Almeida. Mas o jogador se recuperou, foi ao ataque e ainda fez um gol, logo em seguida, o que permitiu aos alvinegros uma chance de reação, visto que ainda não tinham passado dos sete minutos do clássico.
O meia Zé Roberto empatou aos 21 minutos. Aos 33m, o zagueiro Jorge Luiz fez jogada de atacante, e cobriu o goleiro Julio Cesar para desempatar a partida. Quase que o Baixinho mete a cabeça na bola. Não seria justo o gol mil ser um gol roubado, correto?.
Dois minutos depois, Dodô, de cabeça, empatou novamente a partida. Aos 44m, Lucio Flavio, de falta,colocou o Glorioso pela primeira vez na frente no placar. O jogo foi para o intervalo com aquela sensação de que ‘tudo pode acontecer’. E aconteceu. No segundo tempo aconteceu de tudo, confusão, expulsão, mas apenas um gol. Alan Kardec empatando para o Vasco.
Romário 1000 gols
O Romário não fez o gol, esteve apático e mal colocado toda a partida. No final ainda sentiu uma forte cãibra e não conseguiu participar da disputa por pênaltis. Agora, o Vasco só volta a jogar oficialmente no dia 13 de maio, pelo Campeonato Brasileiro, e o próprio Romário já declarou que não queria disputar o nacional.
Arbitragem
Confusa e fraca a arbitragem de Fábio Calábria, que poderia ter tirado o Botafogo do rumo da final ao não marcar dois pênaltis claríssimos (em cima de Dodô e Jorge Henrique). Errou também ao expulsar o volante Túlio. Cartão vermelho exagerado. Depois teve que expulsar o atacante André Dias do time cruzmaltino para compensar. É aquela história: se o jogador entra e quebra a perna do outro. Cartão amarelo. Se o jogador reclama com o árbitro no alto de sua autoridade (não superioridade). Cartão vermelho. E ainda não viu a agressão gratuita de Roberto Lopes que deu um tapa na cara de Jorge Henrique e nem viu a bola no braço do zagueiro Juninho.
E agora?
O Botafogo ainda não conhece o adversário da final da Taça Rio (Voltaço ou Cabofriense), mas já sabe que não poderá contar com o volante Túlio, que foi expulso ontem após reclamar com o árbitro Fábio Calábria.



Realmente foi um jogão, digno de um clássico carioca.
Só faltou o Maracanã lotado.
Um grande jogo, o Botafogo foi prá final e o Romário continua virgem! Prá cima do Fogão nunca!!!!
É mesmo Cejunior, e agora o Botafogo enfrenta a Cabofriense. É bom os jogadores não pensarem que está ganho…
Um jogo que ninguém explica
Duvido que alguém possa explicar o que aconteceu na partida de ontem, seja pelo ponto de vista futebolístico, religioso ou antropológico. O que se viu em Botafogo e Vasco (4 a 4), foi uma permanente