Negros e índios são minoria entre apresentadores e jornalistas das TVs públicas

Apresentadores e jornalistas negros e índios são minoria nas emissoras públicas. Uma pesquisa da Fundação Palmares aponta que mais de 90% desses postos são ocupados por pessoas com padrões estéticos arianos. Foram avaliadas durante uma semana a programação da TV Cultura, da TVE Rede Brasil e da TV Nacional.

O autor do estudo, o cineasta Joel Zito Araújo, acredita que a não representação do negro e do indígena nas telas brasileiras implica perda da auto-estima por parte dessa população, que não se enxerga dentro dos “padrões” de beleza. “A criança negra ou de origem indígena, quanto vê televisão não observa a sua cara. Assim, quando se olha no espelho se identifica como algo não valorizado pela estética”, explicou o cineasta.

A diretora da TVE Rede Brasil, Beth Carmona disse que a pesquisa aponta reflexos de problemas existentes no país e com os quais a emissora tem se preocupado. “Temos como principal âncora de um telejornal uma mulher negra”, comentou. Para ela, a presença de alguns negros e índios nos postos com maior visibilidade “já é um passo a frente”.

Da direção da TV Cultura de São Paulo, Marco Antônio Coelho, lamentou a falta de representação do negro pelas televisões públicas. Ele destacou que a emissora se empenhará em corrigir o problema, “que também depende da formação de profissionais qualificados”. Para ele, o alerta da pesquisa é importante “porque força a gente a pensar sobre o assunto no dia-a-dia”.

Para Araújo, as emissoras públicas precisam se comprometer com o tema e “abrir as portas para os talentos negros, que não faltam no mercado”. Na opinião do cineasta, programas televisivos com foco na cultura negra feitos por brancos, já seriam um avanço.

“No momento que a criança negra enxergar perspectivas de vida na televisão vai ter como meta de vida chegar até lá e não apenas ter no futebol uma possibilidade de ascensão social”, critica.

A pesquisa Onde está o Negro na TV Pública foi divulgada no 1º Fórum Nacional de TVs Públicas esta semana em Brasília. Marcaram os debates do evento modelos para a televisão pública no cenário da comunicação contemporânea.

Fonte: Agência Brasil

Liberdade de imprensa é direito dos cidadãos, diz ANJ

O presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Nelson Sirotsky, disse na manhã desta terça-feira que a liberdade de imprensa é condição essencial para a democracia. Em sua opinião, não há espaço melhor que o Parlamento para a celebração desse direito.

“A liberdade de imprensa não é um direito dos meios do comunicação ou dos jornalistas, mas do cidadão”, disse.

Sirotsky, que participa da 2ª Conferência Legislativa sobre Liberdade de Imprensa, informou que o site www.liberdadedeimprensa.org.br reúne casos contrários ao livre exercício da profissão no país, como o assassinato do jornalista Luiz Carlos Barbon Filho, no último fim de semana, em Porto Ferreira (SP). Desde 2003, ele denunciava um esquema de aliciamento de menores.

Lembrando a participação no debate de hoje de jornalistas de Cuba, da Venezuela e da Colômbia, ele afirmou que ‘é muito preocupante assistir às constantes ações de governos latino-americanos interferindo no livre fluxo de informação para o cidadão’.

A conferência ocorre no auditório da TV Câmara. O evento é promovido pela Câmara, pela ANJ e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Fonte: Agência Câmara

Presidente convidará Papa Bento XVI para difundir luta contra a pobreza

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (7) que a Igreja no Brasil tem combatido a pobreza e, por isso, quer debater o assunto com o papa Bento XVI, na próxima quinta-feira (9), na capital paulista. Lula disse que convidará o papa para difundir essa luta pelo mundo, mesmo convite que fez ao papa oão Paulo II, que morreu em abril de 2005.

“O fato de Sua Santidade o papa Bento XVI vir ao Brasil é um momento de discutirmos a ação social da Igreja Católica, ou seja, a Igreja no Brasil tem um compromisso histórico em defesa do povo pobre, do povo oprimido”, afirmou, no programa de rádio Café com o Presidente. “A Igreja participa de quase todas as políticas públicas para o povo mais pobre, para o oprimido”, acrescentou.

No programa, Lula disse também que discutirá com o papa as políticas sociais adotadas em seu governo. “Discutir com o papa as políticas sociais que estamos fazendo no Brasil para que ele, como a pessoa mais importante da Igreja Católica, possa ajudar a disseminar essas boas políticas públicas para o mundo, onde a Igreja Católica tem um papel importante”.

Segundo o presidente, várias políticas públicas de seu governo são resultado da época em que militou junto a movimentos sociais católicos. “Durante grande parte da minha vida, militei direta e indiretamente com movimentos de Igreja para que pudéssemos construir um Brasil mais justo. Depois que assumi a Presidência da República, nós temos feito várias políticas públicas que são resultado do aprendizado que eu tive quando militava nos movimentos sociais ligados à Igreja Católica”, completou.

O papa Bento XVI chega ao Brasil na quarta-feira (9). Na visita ao país, ele anunciará a canonização de Frei Galvão, o primeiro santo brasileiro.

Fonte: Agência Brasil

Frases da semana de 29 de abril a 5 de maio

“O tomógrafo continua encaixotado e as pessoas peregrinando” - Jorge Darze, presidente do Sindicato dos Médicos, sobre aparelho que em janeiro o Governador Sérgio Cabral encontrou encaixotado no Hospital Albert Schweitzer.

“Quero ver é passeatas para que as pessoas parem de dar dinheiro ao tráfico, cheirando e fumando” - Ubiratan Angelo, comandante da PM, sobre a passeata em favor dalegalização da maconha, em Ipanema.

“Precisamos ver policiais na rua, mas até eles estão correndo risco” - Rosa Cristina Vieites, mãe do menino João Hélio.

“Não estou no Botafogo porque sou bonitinho” – Max, goleiro do Botafogo.

“O Flamengo entendeu que deveria suspender o contrato em função de uma falta grave cometida ontem (quarta-feira), que feriu a instituição. Alguma atitude deveria ser tomada”, disse o dirigente” – Kleber Leite, vice-presidente de futebol do Flamengo, anunciando a dispensa do jogador Juninho Paulista.

“Ontem (quinta) foi uma surpresa muito grande não só pra mim, mas para muita gente. Não esperava. Saí daqui muito chateada, não dormi direito, dei o meu melhor, mas não deu” – Mariana Brochado, nadadora brasileira, sobre o fato de não ter conseguido índice para o Pan Rio 2007.

Igreja Católica rediscute seu papel na América Latina

A visita do papa Bento XVI ao Brasil, na próxima semana, tem objetivos bastante específicos. Além de anunciar a canonização do Frei Galvão, o “primeiro santo brasileiro”, e de manter diversos encontros com fiéis, ele também irá presidir a abertura da 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, que acontecerá em Aparecida (SP).

Em entrevista recente, o arcebispo de São Paulo e então secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Odilo Scherer, explicou que a Conferência de Aparecida irá debater o novo contexto em que se encontra a população da América Latina, especialmente em relação às mudanças culturais, religiosas e políticas. “Temos que discutir o posicionamento da Igreja diante da situação de dependência e exclusão dos povos da América Latina, como ela está presente não só como instituição, mas como membros da igreja, os católicos. Como ela está presente nesse processo de mudanças, de afirmações, da história dos povos da América Latina e do Caribe.”

Dom Odilo lembrou que as quatro conferências anteriores serviram, igualmente, para pensar o papel da igreja no continente. A primeira da série foi realizada em 1955 no Rio de Janeiro, por convocação do papa Pio XII. Durante o evento, foi fundado o Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), com sede em Bogotá. A segunda edição do evento aconteceu treze anos depois, em Medelin, na Colômbia.

Em 1979, na cidade de Puebla, no México, aconteceu a terceira conferência. Dom Scherer lembra que foi durante esse evento que a Igreja Católica confirmou sua prioridade aos pobres no continente. “A Conferência de Puebla levou em conta o contexto da época, ainda muito marcado pelas ditaduras militares, a falta de liberdades democráticas, o anseio por liberdades e pela participação do povo. A igreja fez-se porta-voz desses anseios”, afirma o arcebispo.

A 4ª Conferência do Episcopado Latino-Americano e do Caribe aconteceu em 1992, em Santo Domingo, na República Dominicana. “Nessa época, já estávamos em outro contexto, as liberdades democráticas estão conquistadas, as democracias na América Latina vão se afirmando. Mas temos novos problemas, como a crise mundial com a queda do comunismo nos início dos anos 90”, explica Dom Scherer.

Fonte: Agência Brasil

Ministro quer reduzir imposto de empresas que gerem mais empregos

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, disse na última quarta-feira, dia 2, que um dos poucos pontos que ele aceita discutir dentro de uma possível flexibilização da legislação trabalhista, é a diminuição da quantidade de impostos pagos pelas empresas, principalmente às pequenas e médias, a partir da criação de novos postos de trabalho.

“A idéia seria criar uma espécie de mais-valia para o trabalho formal, ou seja, as empresas teriam incentivo fiscal quanto mais empregos formais forem criados. Mais empregos, menos impostos. Essa será a grande temática para a sociedade moderna”, frisou Lupi. E fez questão de pontuar: “Agora, não discuto flexibilização trabalhista para tirar direitos dos trabalhadores, que são frutos da luta da sociedade. Essa não é minha praia”.

Já para o trabalho informal, o ministro prevê um futuro próximo de ganhos, através dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que, na sua avaliação, vão gerar mais empregos formais. “Por isso, o Ministério do Trabalho tem que ajudar a qualificar os trabalhadores, porque surgirão novos empregos para mão-de-obra qualificada”, ressaltou.

Sobre a regulamentação das centrais sindicais, ele afirmou que até o dia 20 deve entregar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o projeto pronto para ser convertido em Medida Provisória (MP) para ser enviado ao Congresso Nacional. “Acredito num consenso dentro das sindicais sobre o tema, que vão ganhar com a legalidade”, sublinhou.

Segundo Lupi, o passo seguinte será mexer na reforma sindical, que apresenta vários pontos polêmicos, de acordo com o próprio ministro, como a contribuição obrigatória para os sindicatos e se há ou não um número excessivo de entidades dos trabalhadores. “Essa é uma reforma que tem divergências profundas, e que precisamos de um prazo maior para discuti-la”, finalizou.

Fonte: Agência Brasil

Pesquisa aponta que religiosidade do brasileiro está em alta

A religiosidade do brasileiro está em alta. Pela primeira vez, em mais de um século, a proporção de católicos parou de cair e se manteve estável entre os anos de 2000 e 2003, atingindo quase 74% da população brasileira. O número de evangélicos continua crescendo (passou de 16,2% para 17,9%) e o das pessoas que não têm qualquer religião sofreu queda de 7,4% para 5,1%. Os dados constam de pesquisa divulgada hoje (2) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Para o pesquisador Marcelo Nery, responsável pelo estudo, a chamada “reação católica” pode estar relacionada à melhoria na distribuição de renda entre as camadas mais pobres da população (classe E), que ao lado da elite econômica (classe A) é a mais representativa da religião católica. Segundo Nery, a transferência de renda proporcionada por programas de assistência, como o Bolsa Família, contribuiu para que os mais pobres deixassem de abandonar o catolicismo.

“Quando as condições econômicas são favoráveis, as pessoas deixam de procurar novas religiões”, explicou Nery.

O estudo também revela que com a crise metropolitana nas últimas décadas, o inchaço das grandes cidades, o aumento da violência e a piora do acesso aos serviços públicos, as igrejas evangélicas pentecostais (Assembléia de Deus, Universal do Reino de Deus etc.) e os sem religião tiveram um crescimento mais expressivo nas periferias. Nery acredita que com o surgimento dessa “nova pobreza”, as pessoas seguem em geral dois caminhos. “Ou se apegam a religiões de práticas mais intensas, como as pentecostais, ou perdem a esperança e viram sem religião”, disse.

Segundo o pesquisador, o crescimento das igrejas pentecostais nessas áreas (metrópolis) também pode ser entendido como uma forma de ocupar uma lacuna deixada pelo Estado, com desemprego, favelização, precariedade de acesso aos serviços públicos.

Ainda conforme aponta a pesquisa da FGV, as mulheres são mais religiosas do que os homens. De um total de 50 religiões observadas, a predominância feminina foi verificada em 43 delas. Elas são, no entanto, menos católicas do que os homens. Marcelo Nery explicou que com a revolução feminina e a entrada no mercado de trabalho, as mulheres passaram a ter novas necessidades que não foram correspondidas pela Igreja Católica, como o uso de métodos contraceptivos e a possibilidade do divórcio.

A pesquisa apresentada hoje (2) no Rio de Janeiro tomou por base os dados da Pesquisa Orçamentária Familiar do ano de 2003, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Outras informações sobre o mesmo estudo serão divulgados, de acordo com a FGV, na sexta-feira, em São Paulo.

Fonte: Agência Brasil

Saiba o que funciona nesse feriado de 1° de maio

No Dia do Trabalhador, o servidor da União terá expediente normal. Já o município e o Estado do Rio de Janeiro decretaram ponto facultativo para suas repartições. Confira o que funciona nesta terça-feira:

Comlurb — Mantém o funcionamento normalmente.

Barcas —Nesta terça, a linha Rio-Niterói vai funcionar das 6h à meia-noite com intervalos de 30 minutos, e durante a madrugada, de hora em hora. A linha Praça 15-Paquetá terá barcas saindo às 7h10, 10h30, 13h30, 15h30, 16h30, 19h15 e 23h. Linhas Praça 15-Cocotá e Linha Praça 15-Charitas não funcionarão. Na linha Mangaratiba-Ilha Grande, as saídas serão às 8h, e volta às 17h30. Linha Angra dos Reis-Ilha Grande terá saída nesta segunda às 15h30, e terça às 13h30. O retorno será às 10h.

Trens —Nesta segunda o funcionamento é normal. Terça, haverá 16 trens extras ramais de Japeri, Santa Cruz, Saracuruna e Belford Roxo. Em Japeri e Santa Cruz os intervalos serão de 30 minutos; em Saracuruna, de 45 minutos, e Belford Roxo, 60 minutos.

Metrô — Circula das 5h à meia-noite desta segunda. Nesta terça, as estações funcionarão das 7h às 23h, com intervalos de 10 minutos nas duas linhas.

Bancos — Fechados na terça.

Feiras livres — Funcionam normalmente.

Shopping centers — Apenas cinemas e praças de alimentações. As lojas funcionarão em sistema facultativo.

Frases da semana de 22 a 28 de abril

“Estamos numa selva, e surge uma onça a cinco metros e um leão a 15 metros” - Cuca, técnico do Botafogo, sobre os confrontos com Coritiba (Copa do Brasil) e Flamengo (final do Estadual) na mesma semana.

“Nenhuma liminar era de graça” - Luiz Roberto Ungaretti Godoy, delegado federal, sobre envolvimento de juizes com bingos.

“Para votar aumento de salário é rápido. Para decidir que segunda-feira é dia de folga também” - Cleide Ribeiro, mãe de Gabriela, que foi morta em 2003 por bala perdida, sobre a demora para novas leis de segurança.

“A CPMF já está incorporada à arrecadação do governo” - Guido Mantega, ministro da Fazenda, sobre a prorrogação da CPMF até 2011.

“Eu sempre escolho tocar no Rio, que é o grande tambor do Brasil” - Fafá de Belém, cantora, sobre o lançamento de seu primeiro DVD.

Redução da maioridade penal diminuirá sensação de impunidade, diz presidente do Viva Brasil

O presidente do Movimento Viva Brasil, Benê Barbosa, acredita que a sociedade brasileira vai se sentir mais segura se a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos for aprovada no país . Segundo ele, essa mudança, além de punir os que cometem crime, poderia diminuir a sensação de impunidade e também gerar uma diminuição da criminalidade no país, desde que adotada junto com outras medidas necessárias.

“A partir da aprovação do projeto, o criminoso menor de idade vai saber que será punido quando cometer um crime. Então, com certeza ele vai pensar duas vezes. E, se ele cometer esse crime, vai pagar pelo que cometeu, o que não acontece hoje”, argumenta Barbosa. Ele lembra que atualmente, os menores são utilizados pelos adultos na realização de atos criminosos, pois sabem que não serão punidos.

Para ele, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que foi elaborado com o objetivo de proteger todas as crianças e adolescentes do Brasil, acaba protegendo também o menor delinqüente.

“O ECA não é usado para proteger a criança carente, e depois ele [estatuto] vai ser usado para proteger o bandido menor de idade. É isso que precisa mudar. Você precisa impedir que o jovem chegue ao crime. E uma das formas é aplicando a parte do Estatuto que protege realmente nossas crianças e jovens”, diz o presidente do Viva Brasil.

Barbosa afirma que o Congresso Nacional tem o dever de aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos, pois isso é um desejo da sociedade brasileira. “Isso é uma obrigação do nosso legislador, que foi eleito por nós e recebe seus salários graças aos impostos que a sociedade paga. A sociedade precisa ser ouvida e ele precisa ir de acordo com o que a sociedade quer”, afirma.

A PEC foi aprovada quinta-feira na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e será encaminhada nos próximos dias para discussão e votação, em dois turnos, no plenário do Senado Federal.

Fonte: Agência Brasil

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