Simon critica banalização da violência nos meios de comunicação

Senador Pedro Simon (PMDB-RS)

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) criticou em plenário, nesta quarta-feira, dia 11, os meios de comunicação brasileiros pela veiculação de notícias ou novelas tratando predominantemente de violência, guerra e corrupção.

Simon demonstrou preocupação sobre a possibilidade da exposição pública exagerada de tais temas levar “à realimentação da barbárie, pelo efeito repetição”. Em sua opinião, a mídia, especialmente a televisiva, desempenharia melhor papel social se divulgasse exemplos de solidariedade humana tais como o do trabalho nos asilos de voluntários ou da adoção de crianças abandonadas por famílias.

“Minha questão essencial é que, se é verdade que a reiteração da notícia da barbárie tem um efeito ‘glamourizador’ sobre quem a pratica, será que semelhante repetição, só que com informações sobre atos de solidariedade, de voluntarismo e de humanidade, poderiam causar o contraponto, incentivando o contrário da barbárie, e a concretização de novos valores e referências?”, indagou.

Texto e foto: Agência Senado

Opinião: E o que o nosso nobre senador e seus colegas estão fazendo para acabar com a criminalidade (não se acaba com a violência, faz parte do ser humano) além de criticar o trabalho da imprensa. Não é a mídia que banalizou o crime e a violência, e sim o descaso de nossas autoridades

Lula afirma que pretende decidir amanhã como Forças Armadas vão atuar no Estado do Rio

Lula e Cabral no Rio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que recebeu na manhã de hoje (11) um ofício do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, pedindo a atuação das Forças Armadas no estado. Lula disse que vai se reunir amanhã (12) com o ministro da Defesa, Waldir Pires, e com os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica para definir a forma de atuação das tropas.

“Depois, os ministros da Justiça (Tarso Genro) e da Defesa (Waldir Pires) vão ter que vir ao Rio conversar não só com o governador, mas também com o secretário de Segurança Pública do Estado (José Mariano Beltrami) para que a gente mapeie os lugares importantes para que haja essa ocupação. Tudo isso para que atuação das Forças Armadas não entre em choque com as ações das polícias Civil e Militar”, explicou Lula.

O presidente não quis dar mais detalhes sobre a quantidade de homens que seriam enviados ao Rio e o tempo de permanência deles no estado. Ele disse que o governador Sérgio Cabral está mais capacitado para definir as necessidades da segurança pública no estado.

Lula chegou de helicóptero ao estádio do Maracanã, na zona norte do Rio de Janeiro, acompanhado dos ministros da Justiça, Tarso Genro, e do Esporte, Orlando Silva, e do governador Sérgio Cabral Filho. Eles participam da cerimônia de formatura de 10,5 mil guias cívicos que vão atuar de forma voluntária nos jogos Pan-americanos, que acontecem em julho, no Rio de Janeiro.

Texto e foto: Agência Brasil

Opinião: Posso estar enganado, mas me parece que o nosso governador Sérgio Cabral Filho está fora de rumo, pois vejo, esse pedido pelas Forças Armadas, como uma medida já de desespero e ansiedade. Não sou contra a vinda do exército, marinha ou seja lá o que for para o conflito urbano, mas, isso não resolverá de forma definitiva o problema da crescente criminalidade no Rio de Janeiro, será apenas mais uma medida paleativa como tantas outras.

A população fica com aquela sensação de segurança enquanto os soldados pratulham ruas e estradas, mas quando forem embora, o problema continuará existindo enquanto não fizeram um estudo amplo, sério e com medidas mais eficientes como integração das polícias, mudanças na legislação, combate a corrupção interna nas corporações e condições físicas, psicológicas e estruturais para o policial trabalhar.

Polícia Rodoviária do Rio registra aumento de acidentes na Semana Santa

O feriado prolongado ainda não chegou ao fim, mas a Polícia Rodoviária Federal no estado do Rio de Janeiro computa aumento no número de acidentes na comparação com os registrados na Semana Santa em 2006.

“Na quinta-feira do ano passado, primeiro dia da Semana Santa, foram 39 acidentes. Este ano, foram 55 acidentes, sendo 43 sem vítimas, 11 com vítimas e um com mortes”, disse o chefe da Comunicação Social do órgão, André Luiz Azevedo, acrescentando que os números mostram aumento de 40% em relação ao dia anterior.

Na sexta-feira, as ocorrências subiram 30% em relação ao mesmo dia do ano passado: foram 30 acidentes, com um total de 19 feridos e três mortos. No mesmo dia de 2006, ocorreram 20 acidentes, com sete feridos e dois mortos.

Azevedo diz que a situação melhorou no sábado. O número de acidentes caiu de 19, no ano passado, para 17 este ano, com dez feridos e uma morte. Em 2006, houve 22 feridos e duas mortes.

Além do desrespeito dos motoristas às regras de trânsito, ele atribuiu o aumento ao maior número de veículos nas estradas devido à crise nos aeroportos brasileiros e à própria elevação da frota nacional.

“Tivemos a crise nos aeroportos, o aumento da frota de veículos movidos a gás e um aumento natural da frota de veículos, que cresce a uma razão de 7% ao ano. Tudo isso acaba fazendo com que a estatística seja realmente maior”, ponderou.

Neste momento, acrescenta o policial, o tráfego já está intenso nas rodovias federais Rio-Santos e Rio-Manilha, que ligam o Rio de Janeiro à Costa Verde e à Região dos Lagos, respectivamente.

A expectativa é que o fluxo aumente com o entardecer. Azevedo pede que os motoristas tenham bom senso ao retornar do feriado. Ele diz ser preferível voltar à noite ou mesmo amanhã. Se não for possível, os motoristas devem evitar o horário de pico, entre às 16 horas e às 19 horas de hoje.

O balanço final da operação Semana Santa no estado será divulgado na segunda-feira.

Fonte: Agência Brasil

Porto do Rio tem esquema de segurança para o Pan Rio 2007

A coordenação-geral dos Jogos Pan-americanos apresenta hoje (3) o projeto de segurança à Guarda Portuária do Rio para os Jogos Pan-Americanos de 2007. Será às 15h no porto.

A apresentação contará com o apoio da Conportos, comissão do governo federal responsável pela certificação dos portos brasileiros, depois de fiscalizar a aplicação de planos e normas de segurança previamente aprovadas. Esses planos têm como base normas internacionais contra ataques terroristas e outros ilícitos, como contrabando, tráfico de armas, drogas e roubo de cargas.

No Hotel Windsor, na Barra da Tijuca, o Comitê Organizador dos Jogos Pan-americanos (CO-Rio) apresenta, às 10h, o esquema de venda de ingressos para as competições. Estarão presentes o presidente do Co-Rio e do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, o secretário-geral do CO-Rio, Carlos Roberto Osório, e o diretor de Marketing do COB, Leonardo Gryner.

Fonte: Agência Brasil

Atos lembram os dois anos da chacina na Baixada Fluminense

Rio de Janeiro - No segundo ano após a chacina na Baixada Fluminense, a ser completado no sábado (31), entidades organizam atos em memória de vítimas da violência urbana durante essa semana. Em 2005, depois que um grupo de policiais matou 29 pessoas, parentes das vítimas se reuniram para cobrar justiça e organizaram o Fórum de Entidades Reage Baixada.

O grupo vem acompanhando os processos judiciais e até sexta-feira (30) promove debates, eventos, missa em homenagem às vítimas, além de uma caminhada pela paz.

Adriano Dias, coordenador da organização não-governamental Com Causa, que faz parte do Fórum Reage Baixada, explicou que o objetivo das atividades é cobrar uma atitude das autoridades responsáveis.

“O caso da chacina marcou a população da Baixada Fluminense e abalou a estima da região. Todos os dias nós somos impactados por episódios de violência, assassinatos, vítimas de bala perdida – e isso não pode continuar desse jeito. Todo o estado do Rio de Janeiro sofre com a violência urbana”, disse.

Patrícia da Silva teve irmão e primo assassinados na chacina de dois anos atrás. Presidente da Associação de Familiares de Vítimas de Violência (Afaviv), ela afirmou que casos de violência como esse não podem cair no esquecimento.

“As atividades desta semana servem para que as autoridades saibam que uma chacina como essa, que matou inocentes, não pode jamais cair no esquecimento. De 2005 para cá, muitas pessoas já morreram por falta de políticas de segurança, outras chacinas aconteceram. Somos todos seres humanos, ninguém merece morrer de forma tão brutal e violenta”, protestou.

Neste ano, nos dias 24 e 25 de janeiro, 11 pessoas foram assassinadas na Zona Norte da cidade, incluindo sete adolescentes com idade de 14 a 18 anos. No último dia 3, outros cinco homens, com idade entre 17 e 30 anos, foram mortos em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Fonte: Mariana Rozadas / Agência Brasil

Força Nacional começa a reforçar patrulhamento nas ruas da Zona Norte

Rio de Janeiro - Tropas formadas por cerca de 200 homens da Força Nacional de Segurança Pública começaram a atuar nesta noite nas ruas da Zona Norte do Rio de Janeiro. As tropas vão se revezar em três turnos e terão à disposição dez viaturas para o patrulhamento.

O objetivo da iniciativa, segundo o coronel Aurélio Ferreira Rodrigues, coordenador geral do grupo, é reforçar a atuação da Polícia Militar na área do 9º Batalhão, em Rocha Miranda, onde um assalto no início de fevereiro resultou na morte do menino João Hélio, após ser arrastado por ruas da cidade, preso ao cinto de segurança.

No próximo domingo, cerca de 55 agentes voltarão ao estádio do Maracanã para reforçar o policiamento das rampas de acesso, portões do estacionamento, o campo de futebol e as áreas de torcida, durante a partida que será disputada entre Flamengo e Madureira.

O trabalho da unidade de elite do Ministério da Justiça faz parte do treinamento para os Jogos Pan-Americanos, que se realizam em julho deste ano. A Força Nacional de Segurança Pública ficará responsável pelo policiamento dos locais de competição.

As tropas de elite estão no Rio de Janeiro desde o início do ano, participando de uma operação conjunta com a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Militar, nas divisas do estado, para combater o tráfico de drogas e de armas.

A primeira grande apreensão foi feita no início de fevereiro, quando os agentes encontraram, com a ajuda de cães farejadores, cerca de 18 quilos de maconha que estavam sendo transportados por uma adolescente, na localidade de Penedo, no sul fluminense. A jovem vinha de São Paulo e tentava entrar no estado para levar a droga até o município de Volta Redonda, também no sul do estado.

A unidade também já participou da ocupação de uma comunidade e do policiamento das vias expressas da cidade.

Agência Brasil

Pernambuco e Rio de Janeiro possuem 19 das 50 cidades com mais jovens assassinados

Brasília - Dezenove cidades dos estados de Pernambuco e do Rio de Janeiro estão na lista dos 50 municípios mais violentos para os jovens entre 15 e 24 anos. Os dados são da pesquisa Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros, da Organização dos Estados Ibero-americanos para Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), elaborada com apoio do Ministério da Saúde, com base nas estatísticas de morte dos hospitais públicos.

São onze cidades do Rio e oito de Pernambuco entre as mais violentas para os jovens: no Rio de Janeiro, Itaguaí (4º), Macaé (5º), Duque de Caxias (17º), Belford Roxo (18º), Nova Iguaçu (20º), Nilópolis (22º), Itaboraí (28º), Rio das Ostras (30º), Cabo Frio (29º), Rio de Janeiro (43º) e Niterói (46º); em Pernambuco, Recife (3º), Trindade (3º), Jaboatão dos Guararapes (4º), Olinda (12º), Itapissuma (19º), Cabo de Santo Agostinho (23º), Paulista (40º), Agrestina (48º).

Segundo o estudo, entre 1994 e 2004, os homicídios na população jovem saltaram de 11.330 para 18.599, um aumento de 64,2%, bem maior que o próprio crescimento populacional, que foi de 48,4%. Os estados do Rio de Janeiro e de Pernambuco também estão entre os piores em homicídios na juventude. Ambos ultrapassam 100 mortes violentas a cada 100.000 jovens. Nesses estados, os homicídios são também a principal causa de morte de jovens, sendo responsável por mais da metade do total registrado.

Foz do Iguaçu (PR), região da Tríplice Fronteira, é o município mais violento para os jovens nos últimos 10 anos. Lá, a taxa média de homicídio foi de 223,3 jovens a cada grupo de 100 mil.

Agência Brasil

Maioria dos homicídios brasileiros concentra-se em 10% dos municípios

Brasília - As mortes por homicídios no Brasil concentram-se em 556 de 5.560 municípios brasileiros, ou seja, cerca de 10%, segundo um estudo elaborado pela Organização dos Estados Ibero-americanos para Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) com apoio do Ministério da Saúde. Dos 48.345 óbitos por esta causa, registrados em 2004, 34.712 – mais de dois terços – aconteceram nessas cidades. De acordo com o estudo, com base em dados de 1994 a 2004, isso mostra um crescimento da violência no interior do país, e não só nas grandes capitais e regiões metropolitanas.

O estudo ampliou as pesquisas sobre violência, até então realizadas nos grandes centros. As mortes violentas vêm ocorrendo com maior intensidade no interior, principalmente na região Centro-Oeste. Entre as dez cidades com maior taxa de mortalidade, quatro são do Mato Grosso - Colniza (1º), Juruena (2º), São José do Xingu (5º), Aripoanã (8º). Os demais são Coronel Sapucaia (MS), em 3º, Serra (ES), em 4º, Vila Boa (GO), em 6º, Tailândia (PA), em 7º, Ilha de Itamaracá (PE), em 9º, e Macaé (RJ), em 10º.

A cidade mais violenta, Colniza (MT), registrou, em 2004, 165,3 óbitos por 100 mil habitantes. No país, a média foi de 27,2 mortos na mesma comparação. A primeira capital brasileira na lista das cidades mais violentas é Recife, em 13º lugar, com registro de 91,2 pessoas mortas para cada 100 mil habitantes. Na seqüência, longe da lista dos dez mais violentos, vem Vitória (ES), Goiânia (GO) e Rio de Janeiro (RJ).

A partir de 1999, observou-se uma “estagnação” dos índices violência nos grandes centros e o deslocamento dessa realidade para o interior dos estados, onde, segundo o estudo, “violência continuava crescendo a um ritmo maior que o anterior”. “Este mapa busca aprofundar as investigações sobre um fenômeno que há muito deixou de pertencer apenas aos grandes centros urbanos. A interiorização da violência vem-se revelando como mais um desafio para toda a sociedade brasileira”, registra o estudo de autoria do sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz.

Agência Brasil

Carnaval do Rio de Janeiro terá 30 mil policiais militares nas ruas

Rio de Janeiro - O esquema de segurança para o Carnaval no Rio de Janeiro contará com 30 mil policiais militares, sendo que 5.900 policiarão o centro da capital, onde acontecem as principais festas e desfiles de escolas de samba.

A Polícia Militar manterá ocupado o complexo de favelas Santos Rodrigues, próximo ao Sambódromo, além de outras cinco favelas da zona sul e norte da cidade. A passarela do samba (Sambódromo), onde desfilam as principais escolas do Rio é a maior preocupação da Polícia Militar. De acordo com o chefe de Estado-Maior da PM, coronel Samuel Dionísio, 150 policiais serão destacados para a passarela do samba.

“O sambódromo é onde teremos 70 mil a 80 mil pessoas e o mundo inteiro olhando. Esse ano vai ter um aumento de efetivo total de 5% em todo o estado e vamos usar as metodologias que são sempre usadas, afinal os carnavais têm sido muito tranqüilos nesses últimos anos. Estamos estabelecendo algumas mexidas, mas com a mesma metodologia dos últimos anos”, informou o comandante.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro também reforçará as delegacias com mais 1.950 homens, sendo 500 apenas nas unidades da capital.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança do Rio, a Força Nacional de Segurança, a princípio, não deverá atuar na segurança no Carnaval, mas manterá a operação de combate ao tráfico de drogas e de armas nas divisas do estado em parceria com as polícias Militar e Rodoviária.

Agência Brasil

PF faz operação para prender quadrilha que invade contas bancárias pela internet

Brasília - A Polícia Federal realiza hoje (13) operação para prender uma quadrilha especializada em invadir contas bancárias por meio da internet.  Cerca de 150 policiais participam da operação, chamada de Valáquia, que está sendo realizada em Teresina (PI), Campo Maior (PI) e Codó (MA).  

Segundo a assessoria de comunicação social da Polícia Federal, foram expedidos “diversos” mandados de prisão e 27 de busca e apreensão. As investigações da PF começaram há cerca de seis meses a partir de denúncias de clientes, especialmente da Caixa Econômica Federal, que tiveram saques fraudulentos em suas contas.

As senhas bancárias eram capturadas pela internet por programas conhecidos como spywares.  Ainda de acordo com a assessoria da PF, os estelionatários enviavam também mensagens a sites de relacionamento, como orkut, contendo arquivos espiões.

Após capturar a senha, os estelionatários transferiam os valores para contas de “laranjas”, que emprestavam seus cartões e recebiam, em troca, até R$ 500.

O nome da operação é uma alusão à região que teria sido governada pelo personagem histórico que deu origem ao mito do Conde Drácula. Os investigados, segundo a PF, agem como vampiros que sugam dinheiro das contas das vítimas.

Agência Brasil

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