Negligência do Estado do Rio de Janeiro “mata” jovem publicitária

Opinião: Não foram os bandidos em sua constante briga por território que assassinaram a estudante de publicidade, Juliana Pereira da Silva, de 23 anos. Sim, ela foi atingida na virilha em um fogo cruzado entre traficantes. Mas o Estado do Rio de Janeiro foi negligente duas vezes no mesmo episódio.

Primeiro, ao permitir, quase passivo, estático, essa proliferação da criminalidade no Rio de Janeiro, por não dar segurança ao cidadão. Os casos de morte pela tal “bala perdida” aumentam exponencialmente este ano. E não é o trabalho isolado de Guarda Nacional e Forças Armadas que vão resolver o problema, como espera o nosso Governador Sérgio Carbal Filho. O povo está cansado de operações de fachada.

No outro ponto, ao chegar ferida no Hospital Estadual Albert Schweitzer (em Realengo), Juliana teve que esperar cinco horas por um atendimento, segundo parentes, pois o hospital (!?) não tinha um cirurgião para atender a moça.

Por outro lado, a Secretaria de Saúde confirmou que o hospital (!?) não tem cirurgião vascular de plantão 24 horas por dia, mas que a paciente chegou ao hospital em estado gravíssimo, com pressão zero e perda maciça de sangue e não tinha condições de ser operada. Isso não me convence, sempre fui ensinado que, enquanto há vida, há esperança. E como fizeram essa avaliação se não tinha o tal cirurgião de plantão?

Fico me perguntando: Qual o limite? Até que ponto precisamos chegar nesse caos social em que vivemos para que nossas autoridades tomem providências concretas?

Orkut

Como uma forma de homenagem virtual, o namorado dela criou a comunidade Saudade Eterna, no Orkut. A página de Juliana também é uma das mais visitadas pelos amigos que solidarizam com a dor da família.

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